NA IMPRENSA


Melhoria da confiança: Baixa da "Aversão ao risco"  - Diário Económico 20/01/2012
imageDesde o início de Novembro de 2011 que os mercados de acções começaram a beneficiar de uma melhoria da confiança dos investidores que se traduziu no caso do índice Eurostoxx 50 numa valorização de cerca de 10%. Se a liquidez disponível no início de cada ano e o prazo de um ano para ajustar posições de investimentos, justificam, normalmente, esse “bom período para investir” existem neste início de 2012 razões mais profundas e mais positivas para tal.
Especificamos:
  • Contráriamente ao previsto a economia chinesa teve um crescimento superior ao esperado. Arrastando consigo a maioria das restantes economias asiáticas e as exportações europeias e americanas.
  • O índice alemão ZEW que exprime o sentimento dos seus empresários, apesar de negativo, foi bem melhor do que o esperado.
  • Vários empréstimos públicos europeus, incluindo o do Fundo de Estabilização foram colocados, com relativa facilidade e com taxas de juro em baixa.
  • Apesar da degradação dos “ratings” de nove países da Zona Euro os seus empréstimos mantiveram as cotações, dado já terem previsto e integrado essa sanção. Além de que, foi uma única Agência – Standard & Poors – a castigar esses emissores.
  • O índice da produção industrial da Reserva Federal americana foi superior ao previsto.
  • Entretanto o Banco Mundial acrescentará 500 Mil Milhões de disponibilidades para empréstimos às economias de todo o Mundo, que se adicionarão aos 489 Mil Milhões que o BCE emprestou aos Bancos Europeus.
  • E, finalmente, “the last but not the least” a crise da Grécia e da Europa em geral parece aproximar-se duma solução, através de um importante “perdão de 68% da Dívida Grega” e um conjunto de medidas adicionais para o futuro.
Se juntarmos a estas “andorinhas que anunciam a Primavera” as baixas cotações das acções europeias e asiáticas, teremos reunidas as condições para uma sensível melhoria da confiança e uma forte da diminuição da “aversão ao risco”.
Em suma uma alta muito provável das cotações nos mercados mais atingidos pela baixa em 2011, ou seja, e por ordem de preferência a Europa, a Ásia e finalmente os Estados-Unidos. Esta é a minha previsão global a que se deve juntar, òbviamente, uma boa selecção das empresas. Mas, sobretudo, não espere pela confirmação deste artigo para investir.

José Santos Teixeira

Presidente da Optimize Investment Partners

@ Optimize Investment Partners e Diário Económico