NA IMPRENSA


Os paraisos fiscais em Portugal  - Opinião Optimize 22/03/2010
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A extensão do perdão fiscal em caso de repatriamento de capitais de empresas, provenientes de "paraísos fiscais", veio lembrar idêntica medida já em vigor. até 16 de Dezembro, para os particulares.

Um comentador económico radiofónico, afirmou que esta generosa medida do Ministro das Finanças, não irá ter êxito.


Talvez que em vez de uma taxa simbólica de 5% se devesse ir para a exoneração total de tributação.


Talvez os "medos" do Fisco, da saída de Portugal do Euro, da situação económica portuguesa, do 25 de Abril, etc, consigam ultrapassar o lado lógico desta medida. Sobretudo em pessoas mais idosas, que são recebidas nos Aeroportos de Zurich ou Genève por um "chauffeur" fardado que as transporta até à Sede do Banco, em Rolls-Royce, onde uma "hotesse" lhes serve um chá em bonitas chávenas de Sèvres.


Mas não imaginam quanto custa este "serviço"…


Passo a descrever um exemplo real de cliente de um dos mais importantes Bancos Suiços, que em 2009 teve uma rentabilidade de 0% (sim, 0% num dos melhores anos de Bolsa dos últimos 50 anos) depois de uma "performance" de menos 30%no ano de 2008, a quem se propunha a assinatura de um novo contrato de gestão:
  • 1 – O contrato de gestão discricionária permitia ao cliente a escolha do perfil de risco. O que no caso concreto foi a segunda opção menos arriscada de "Income". Como o contrato era em inglês e o cliente não conhecia aquela língua traduza-se para " Rendimento". O que pressupõe uma carteira constituída por Depósitos, Obrigações e algumas Acções de dividendo elevado.
  • 2 – Todavia no artigo seguinte havia sete alíneas, enumerando todos os títulos em que o reputado Banco estava autorizado a investir. E aqui entrava-se no "Inferno do Risco" que é um anexo do Paraíso Fiscal" para clientes medrosos. Havia todos os produtos derivados possíveis, que, em caso de "correr mal", poderiam levar o cliente à miséria. Produtos obviamente fabricados pelo Banco e com "chorudas" comissões para o Banco.
  • 3 – Mas há mais: Cada transacção em Bolsa custa a módica quantia de 1,9% (sim, é por cento) ou seja treze vezes mais que o praticado em Portugal.


Então o que fazer?
  • 1 – Aderir à proposta de Teixeira dos Santos . 5% de "coima" corresponde a uma compra-venda na Suiça.
  • 2 – Subscrever um PPR com rentabilidade de superior a 20%, nos últimos doze meses (aproveitando a exoneração fiscal sobre rendimentos e mais valia durante a sua vigência) e a fiscalidade reduzida a 8% no final. Há que descobri-los.
  • 3 –Incitar os "sobrinhos" das "tias" de Cascais a impedi-las de ir à Suiça. Oferecendo-lhes um chá na Garret do Estoril. Para a herança não ser delapidada…


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