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Palavras de crise  - Opinião Optimize 09/10/2008
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ImageActivos Tóxicos, Mercado Interbancário, Subprime, Credit Default Swaps, Plano Paulson, Credit Crunch, Notação de Risco,… as palavras da crise financeira merecem algumas explicações. Veja então a definição de 7 palavras-chaves, para saber mais.


O que é o Mercado Interbancário Europeu?

O Mercado Interbancário Europeu é o mercado no qual os bancos emprestam dinheiro, caso precisem de financiamento a curto prazo, ou ao contrário, caso tenham, temporariamente, liquidez em excesso.
Neste mercado, a taxa aplicável é o Eonia para as operações de um dia, e o Euribor para as transacções de prazo superior. Ambas as taxas são calculadas e publicadas diariamente.
Por enquanto, devido à crise, os bancos preferem evitar emprestar, e conservam a liquidez em excesso. Foi assim que o sistema de financiamento interbancário abrandou.


O que é o Credit Default Swap?

Os Credit Default Swaps (CDS) são instrumentos financeiros que permitem comprar um seguro contra a falência de uma empresa. No caso de uma empresa estar na impossibilidade de reembolsar uma dívida emitida por ela (obrigações), o vendedor de um CDS compromete-se a reembolsar o comprador desse CDS. Por isso, quanto mais elevado é o risco de falência de um banco, mais alta é a cotação dos CDS para esse banco.


Como funciona o Plano Paulson?

O Plano Paulson é o plano de socorro à economia americana adoptado no início de Outubro de 2008, cujo objectivo consiste na eliminação dos activos tóxicos, que causaram a crise. O estado americano comprará activos tóxicos aos bancos, e receberá em contrapartida títulos de propriedade dos bancos ajudados. A compra decorrerá na forma de leilões decrescentes.

O plano prevê um orçamento de 700 mil milhões de dólares, em três etapas:

    • 250 mil milhões de imediato
    • 100 mil milhões caso seja preciso, a discrição do Presidente dos Estados-Unidos
    • 350 mil milhões sujeitos a um novo voto do Senado

O plano diz respeito às instituições financeiras dos Estados-Unidos, exclusivamente.


O que é um Activo Tóxico?

Os Activos Tóxicos são instrumentos de investimento baseados nos Subprimes, que se tornaram ilíquidos. Esta perca de liquidez levou a fortes depreciações nas contas das instituições que os detinham em carteira. Pois aplicam o método contabilista do valor certo. São estes activos que vão ser comprados pelo Estado Americano, conforme o Plano Paulson.


O que é um Subprime?

Num sentido geral, um Subprime é um crédito a risco, contratado por um emprestador que não apresente garantias suficientes para obter a melhor taxa de juro.
A terminologia provém da expressão Prime Lending Rate, que corresponde à melhor taxa de juro, para os emprestadores que oferecem as melhores garantias.
Assim, o Subprime Lending é o crédito de taxa elevada, para os emprestadores a risco. Muito frequentemente, para os empréstimos imobiliários, o Subprime Lending prevê uma primeira fase com uma taxa de juro mais atraente. Entre 2004 e 2007, esta pratica esteve muito presentes nas campanhas de venda das instituições financeiras, o que levou muitos particulares americanos a contactar crédito muito caro, sem ter a capacidade de reembolso das fases ulteriores.
Em paralelo, títulos representativos destes empréstimos foram negociados nos mercados, o que fez com que a crise tenha tido impacto nos mercados financeiros, e na economia.


O que é o Credit Crunch?

O Credit Crunch corresponde a uma limitação ou rarefacção do crédito às empresas e aos particulares, ou a um forte aumento dos custos ligados ao endividamento.
Um Credit Crunch pode ter várias origens. No caso do Credit Crunch de 2008, a origem é a diminuição do valor dos bens imobiliários para os quais os empréstimos tinham sido contratados.


O que é a Notação de Risco?

A Notação de Risco corresponde à avaliação do Risco de crédito de uma Empresa, Estado, Região (etc) que emite uma divida. As Notações de Risco são elaboradas por Agências de Notação independentes. As três agências de notação mais conhecidas ao nível mundial são Standard & Poor’s, Moody’s e Fitch Ratings. A crise financeira de 2008 explica-se também por um rating excessivamente positivo atribuído aos títulos representativos dos subprimes, por parte das agências que não conseguiram identificar e salientar os riscos destes créditos.


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