NA IMPRENSA


Portugal: "A luz ao fundo do túnel"  - Diário Económico 03/02/2012
image

Os investimentos nos mercados financeiros de acções e obrigações foram dominados em 2011 por dois factores:

  • a politização dos mercados com o "esquecimento" das bases de investimento em empresas.
  • O “medo” dos investidores em consequência das previsões mais ou menos catastróficas de analistas que não cessaram de anunciar catástrofes (fim do Euro, incumprimento dos Estados, etc.)
A mudança de ano permitiu, felizmente, o aparecimento de factores tanto de macro como de micro-economia que permitem “ver a luz ao fundo do túnel” e sobretudo, no caso português, evitar a “confusão” estabelecida entre Portugal e a Grécia.
Neste domínio aconselho a consulta do artigo publicado nos Echos (França) do Administrador da Optimize, Diogo Teixeira , que aborda o porquê de Portugal não ser comparável à Grécia. Examinemos o que mudou:
  • Em princípio o problema grego será resolvido nos próximos dias (5 de Fevereiro?), aliviando a pressão sobre as Dívidas Públicas de Portugal, Itália e Espanha.
  • Estas viram muito recentemente as suas rentabilidades baixarem, proporcionando mais-valias consideráveis nas carteiras de obrigações soberanas europeias e permitindo a colocação de emissões de curto prazo em condições de taxas favoráveis.
  • Os bancos europeus viram resolvidos os seus problemas de liquidez com empréstimo de 489 Mil Milhões de Euros a 1% que lhes permitirão melhorar o financiamento da economia e via compra de Obrigações Soberanas com 20% de rentabilidade, obter um lucro bastante importante. Estes empréstimos serão reforçados em Fevereiro, havendo esperança que eles se elevem a 1.000 Milhões de Euros.
  • Finalmente, no mercado de acções e em consequência da enorme liquidez existente constatámos uma importante subida nas cotações. (Na Alemanha foi o melhor mês de Janeiro desde a criação da Deutsch Boerse.)
  • E mesmo nos mercados emergentes assistimos à subida da Rússia, dada a valorização do petróleo e da China, da Índia e do Brasil em virtude da baixa das taxas de juro do mercado, que aumentaram a procura de acções.
Então o que fazer neste início do ano? Antes de mais “esquecer o péssimo ano de 2011” e adquirir alguma confiança no futuro. E assim, “passar ao ataque”, segundo a sua sensibilidade em três domínios:
  • O investimento na Dívida Pública Portuguesa com vencimento em 2014 (cerca de 20% de rentabilidade)<(li>
  • O investimento numa carteira diversificada de acções internacionais.
  • O investimento num Fundo Flexível nestes dois tipos de activos cuja rentabilidade prevemos positiva em 2012.

José Santos Teixeira

Presidente da Optimize Investment Partners

@ Optimize Investment Partners e Diário Económico