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Portugueses vão perder metade do salário no momento da Reforma

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Quarta-feira, 25 Novembro 2009 - Claire Moulard

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Estudo anual da Optimize Investment Partners: Reformas e Pensões em Portugal

Os portugueses vão perder 25% a 50% do seu salário com a passagem à reforma, caso não invistam em complementos de reforma para além da Segurança Social. Para garantir um nível de vida razoável após a vida activa, é necessário a poupar entre 7,8% e 35,8% do salário, tendo as mulheres de efectuar um esforço 20% superior ao dos homens.


Os portugueses estão obrigados a poupar e a investir em produtos complementares de reforma caso não queiram perder qualidade de vida após deixarem a vida activa, concluiu o estudo da gestora de activos Optimize Investment Partners, “Reformas & Pensões em Portugal 2009”. O valor médio das pensões de reforma pago pela Segurança Social vai continuar a descer durante as próximas décadas, passado de perto de 75% do valor do último salário ilíquido, em média, para apenas cerca de 53%.


O estudo “Reformas & Pensões em Portugal 2009”, que tem este ano como um dos temas em destaque “Os Parâmetros do Futuro”, realça que a perda de rendimento dos portugueses será ainda maior, caso os salários cresçam a um ritmo mais acelerado face à inflação. Por exemplo, para quem tem actualmente 30 anos e aufira de um salário ilíquido de 2.000€, após 40 anos de contribuições e quando se reformar aos 65 anos, receberá apenas 41,2% do último salário se tiver um aumento salarial anual 3% acima da inflação. Assim, o ritmo dos aumentos salariais penaliza as reformas, sobretudo para as gerações mais novas,


Outra das conclusões do estudo é de que quanto mais elevado for o salário, menor será a taxa de substituição, ou seja, menor o valor da pensão pago pela Segurança social em função do último salário ilíquido. Por exemplo, um homem de 40 anos que beneficie de aumento anual médio de 1,5% do rendimento, quando se reformar, aos 65 anos e após 40 anos de contribuições, receberá 61,34% do seu salário se este for de 500 €, mas apenas receberá 58,33% caso o seu rendimento mensal seja de 6.000 €.


Esta perda de rendimento após a reforma resulta das novas regras de cálculo do valor das pensões, que passaram a ter em conta a evolução da esperança de vida (factor de sustentabilidade) e toda a carreira contributiva. Assim, o nível de salário, o seu crescimento (acima da inflação) durante a carreira contributiva e a idade e número de anos de contribuições abrangidos pelas novas regras (a partir de 2006), passaram a ser fundamentais para a quantificação da reforma dos portugueses.


Com a quebra do valor da reforma assegurado pelo Estado ao longo dos próximos anos, os portugueses vão ter de colocar de lado uma parte crescente dos seus rendimentos para conseguirem manter o nível de vida no momento de deixar a vida activa.


Segundo o estudo da Optimize Investment Partners, a nova fórmula de cálculo das pensões obriga os portugueses a pouparem entre 7,8% e 35,8% do seu salário para conseguirem manter pelo menos 80% do seu rendimento ilíquido no momento da reforma. Adicionalmente, as mulheres devem constituir uma poupança superior de 20% à dos homens, dado que a sua maior esperança média de vida torna necessário criar um maior complemento de reforma.


Tendo em conta um salário ilíquido mensal de 2.000€ em 2009, e prevendo um aumento anual médio de 1,5%, 40 anos de contribuições e reforma aos 65 anos com o investimento num PPR Equilibrado a partir de hoje, os homens de 25 anos precisam de poupar 7,8% do seu salário mensal, enquanto os de 60 anos necessitam de investir cerca de 29,1%. Já no caso das mulheres, as que começarem a poupar aos 25 anos precisam de investir 9,4% do seu rendimento no complemento de reforma, enquanto que uma mulher com 60 anos necessita de aplicar 35,8 %. Assim, para minimizar ser mais eficaz e limitar o esforço necessário, a poupança deve ser efectuada desde muito cedo.


Outra das conclusões do estudo “Reformas e Pensões em Portugal 2009” é que a poupança para a reforma tem de ser aplicada em produtos financeiros sem garantia de taxa, com destaque para os fundos PPR. Os portugueses necessitam de vencer a sua forte aversão ao risco e procurar as soluções que lhe permitam reforçar a rentabilidade potencial dos seus investimentos.


A aposta nos fundos PPR, que permitem uma maior exposição aos mercados accionistas, é recomendada tanto por razões históricas como conjunturais. Por um lado, a longo prazo, as acções são historicamente mais rentáveis que as obrigações e as oscilações dos mercados accionistas são invisíveis e tendem para uma recta de sentido crescente. Por outro, as obrigações com capital “garantido” também têm cotações que oscilam diariamente e existe o risco de as empresas ou os Estados falirem. Adicionalmente, as Taxas de Juro estão hoje a um nível historicamente muito baixo (o mais baixo desde 1950 nos EUA e Europa), pelo que a tendência é de subida, o que impede a valorização futura das carteiras de obrigações de taxa fixa, típica dos produtos de capital garantido,
Por exemplo, uma obrigação do Estado a 10 anos, com 4% de juro, perde 8% de valor se taxas subirem para 5%, ou seja, só mais 1%. Aliás, hoje a Dívida Pública está sujeitas a vários riscos, como a subida das taxas de juro, o aumento do endividamento dos Países e a descida dos ratings.


Assim, segundo a Optimize Investment Partners, no actual momento justifica-se o investimento em acções, ainda mais quando só esta classe de activos permite participar no desenvolvimento económico mundial, beneficiando do desempenho de economias como a China, Índia, Rússia e Brasil, ou de sectores e temáticas como a Saúde e Farmácia, Agricultura e Alimentação, Energia e Matérias-Primas, Infra-estruturas, Alterações Climáticas e Economia “Verde”.


Segundo o estudo “Reformas e Pensões em Portugal 2009”, tendo em conta um horizonte temporal de 20 anos, a aposta num PPR com uma maior exposição às acções permite que o capital acumulado possa ser o dobro do obtido num PPR garantido.


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