PPR garantidos: o erro a evitar! | | Imprimir | Enviar por email | |

Criados com o objectivo de completar as insuficientes reformas estatais e comercializados durante muitos anos na base dos “benefícios fiscais” os PPR’s encontraram finalmente uma nova vocação:
A de constituírem um investimento diversificado numa óptica de médio/longo prazo, com a vantagem de estarem sempre disponíveis.
Ainda existe a convicção de que é um produto com fortes penalizações em caso de reembolso antecipado.
Tais penalizações, comissões de resgate, provinham de duas fontes:
- Das entidades emitentes que sempre optaram, erradamente, por tais comissões. Estas foram recentemente reduzidas a 0% (nos Fundos PPR) ou 0,5% no caso dos PPR’s seguros.
- Da perda do benefício fiscal, que só se perde se tiver sido utilizado.
- Com 3% de rendimento: 45.153 euros (+81%);
- Com 5% de rendimento: 66.232 euros (+165%).
Tornando-se assim um produto com 100% de liquidez e tendo em conta a baixa das taxas de juro dos depósitos a prazo, muitos aforradores subscreveram PPR’s com um rendimento garantido de 2% emitidos por Seguradoras para substituir aqueles.
Infelizmente, ou foram mal informados ou foram demasiado conservadores.
Com efeito, tendo em conta a situação macroeconómica, tais PPR’s dificilmente ultrapassarão os 3% de rentabilidade nos próximos anos.
Pela simples razão que “para garantir” o capital e os rendimentos só podem investir em Obrigações do Estado ou de Empresas que oferecem, neste momento, juros de 3% a 4%.
Ora, a médio/longo prazo, uma carteira mista de obrigações e acções (estas no máximo de 55% nos Fundos mais agressivos) permite melhorar sensivelmente a rentabilidade com o único inconveniente de “não estar garantido” e sujeito a oscilações na sua cotação diária. Estas oscilações é que constituem o “risco”, o qual desaparece a partir de 5 a 8 anos.
Um pequeno cálculo financeiro permite concluir que num PPR de 25.000 euros se obtém como capital acumulado ao fim de 20 anos:
Ou seja, uma diferença de +21.179 euros ou +84,7% do capital investido.
Não acha que vale a pena “correr o risco”, tomando a decisão de transferir o seu PPR de rendimento garantido para um Fundo PPR?
É que alguns destes proporcionaram nos últimos 12 meses rendimentos da ordem de 14%, o que evidentemente não vão repetir todos os anos. Mas os 5% que utilizámos como base de cálculo são perfeitamente possíveis.
Links úteis:
© Diário Económico e Optimize 2009

