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	<title>OPTIMIZE - Blog &#187; CDS</title>
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	<description>Blog sobre a gestão de patrimonio, as reformas, os investimentos</description>
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		<title>O futuro do Euro e dos mercados de acções</title>
		<link>http://www.optimize.pt/blog/o-futuro-do-euro-e-dos-mercados-de-accoes-20100526.html</link>
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		<pubDate>Wed, 26 May 2010 18:01:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo Teixeira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Os mercados viveram um novo período de fortes turbulências, marcado pelo início de contágio da crise Grega à Portugal e Espanha, que obrigou os Estados da Zona Euro, o FMI e a Comissão Europeia a organizar um plano de resgate de 750 mil milhões de euros.


O Banco Central Europeu iniciou, do seu lado, um programa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.optimize.pt/images/stories/Markets/buylowsellhigh.png" border="0" alt="Image" vspace="6" align="left" /><br />
Os mercados viveram um novo período de fortes turbulências, marcado pelo início de contágio da crise Grega à Portugal e Espanha, que obrigou os Estados da Zona Euro, o FMI e a Comissão Europeia a organizar um plano de resgate de 750 mil milhões de euros.<br />
<span id="more-1148"></span></p>
<p><br/></p>
<p>O Banco Central Europeu iniciou, do seu lado, um programa de recompra de obrigações de Estados e Bancos da zona Euro com dificuldades de financiamento. O BCE vem copiar as receitas que funcionaram do outro lado do Atlântico e conseguiu estabilizar o custo da dívida portuguesa em níveis sustentáveis.</p>
<p><br/></p>
<p>Infelizmente as dúvidas sobre a capacidade dos governos da zona Euro em chegar a um consenso para salvar, a longo prazo, o euro, mantêm-se. Por outro lado, o impacto negativo para o crescimento das medidas complementares de contenção dos défices públicos vieram abalar a confiança dos investidores. Mais, a decisão &#8220;solitária&#8221; tomada pelo Governo Alemão, de proibir as vendas a descoberto de títulos de empresas do sector financeiro, de divida governamental e de CDS, veio deitar óleo para o lume, aumentado o nervosismo dos operadores de mercado e o receio de não ser possível manter a coesão necessária à defesa do euro.</p>
<p><br/></p>
<p>Olhando para os Estados Unidos, as notícias económicas e os resultados de empresas foram razoavelmente positivos, embora algumas estatísticas tenham mostrado sinais de um arrefecimento provável do crescimento para o segundo semestre. A queda da bolsa americana deve-se ao receio das dificuldades na Europa terem um impacto, a médio prazo, para as empresas americanas, nomeadamente pela subida brusca do dólar que põe em causa a competitividade das exportadoras.</p>
<p><br/></p>
<p>O resultado deste nervosismo foi quedas fortes em quase todas as classes de activos, com a excepção notável do ouro e da dívida dos estados &#8220;fortes&#8221;. De 20 de Abril à 20 de Maio, com o euro a perder perto de -7%, o Eurostoxx 50 caiu -13,9%, o PSI20 -17,0%, enquanto o Dow Jones recuou -9,4%. Na Europa, o índice Alemão DAX foi o que melhor resistiu, descendo -6,3% no mesmo período. O recuo das praças europeias deve-se em grande parte ao &#8220;sell-off&#8221; dos investidores institucionais americanos, a queda do euro e o receio de recessão na Europa precipitando as suas decisões de sair das praças Europeias. Pelo contrário, as praças fora da zona euro, nomeadamente americanas, tornaram-se mais atractivas para os investidores europeus à procura menos volatilidade e de um enquadramento económico menos deprimido. A praça alemã também beneficiou dessa fuga ao risco, por parte de investidores ansiosos do futuro da moeda única. </p>
<p><br/></p>
<p>Do lado do mercado de dívida, as obrigações do estado português foram fortemente pressionadas, começando a seguir o caminho traçado pela Grécia até serem salvas pela intervenção do Banco Central Europeu. Chegaram a negociar com níveis de yield de 6,5% sobre 10 anos, regressando poucos dias depois para um nível mais aceitável de 4,5%.</p>
<p><br/></p>
<p>O petróleo e as matérias-primas também reagiram negativamente às dificuldades atravessadas pela Europa e, sobretudo, à queda do Euro, que deixa antecipar um recuo da procura por parte dos europeus. </p>
<p><br/></p>
<p>As próximas semanas serão críticas para o futuro do Euro, e por consequência, para o desempenho dos mercados de acções. Esperamos que os políticos chegam a uma solução de razão.</p>
<p><br/></p>
<p>Diogo  Santos Teixeira, CEO da Optimize Investment Partners</p>
<p><br/></p>
<p><strong>Links úteis:</strong></p>
<ul>
<li><a title="Optimize Mercados e Fundos" href="http://www.optimize.pt/Mercados-e-Fundos.html">Mercados e Fundos, no site Optimize</a></li>
<li><a title="Optimize na Imprensa" href="http://www.oje.pt/pesquisa.aspx?TextoPesquisaNoticias=optimize&amp;imageField.x=13&amp;imageField.y=10">A Optimize no jornal Oje</a></li>
</ul>
<p>© Oje e Optimize 2010</p>
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		</item>
		<item>
		<title>O fim da especulação sobre dívida pública?</title>
		<link>http://www.optimize.pt/blog/o-fim-da-especulacao-sobre-divida-publica-20100310.html</link>
		<comments>http://www.optimize.pt/blog/o-fim-da-especulacao-sobre-divida-publica-20100310.html#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 10:14:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claire Moulard</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[CDS]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão Europeia]]></category>
		<category><![CDATA[dívida pública]]></category>
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		<category><![CDATA[mercados derivados]]></category>
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		<category><![CDATA[venda a descoberto]]></category>

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		<description><![CDATA[A Europa quer regulamentar os mercados derivados e as práticas especulativas de venda a descoberto, nomeadamente de dívida pública. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.optimize.pt/images/stories/Industries/defenseindustry2.png" border="0" alt="Image" vspace="6" align="left" /><br />
Bruxelas quer proibir a especulação nos derivados de dívida soberana, ou seja, proibir e punir as vendas do tipo “naked short selling” de CDS (Credit Default Swaps) de dívida pública.</p>
<p><span id="more-1100"></span></p>
<p>Os especuladores, que já foram muito apontados como –parcialmente- responsáveis da recente crise grega, apostaram de facto massivamente na futura falta de pagamento por parte de Estados da União Europeia, sem sequer deter obrigações dos Estados sub-jacentes.</p>
<p><br/></p>
<p>Segundo as declarações feitas ontem por José Manuel Durão Barroso, Presidente da Comissão Europeia, esta vai estudar com muito atenção a pertinência de uma proibição. Assim sendo, Michel Barnier, Comissário dos Serviços Financeiros anunciou que tomará antes do verão uma iniciativa para enquadrar as vendas puramente especulativas “naked”, quer seja no mercado dos CDS sobre dívida soberana, quer seja do lado das vendas a descoberto de acções.</p>
<p><br/></p>
<p>Em paralelo da preparação destas medidas, um regulamento aplicável a todos os países membros da união deveria ser apresentado à comissão no mês de Junho, com o objectivo de reforçar a transparência e harmonização dos preços nos mercados derivados.</p>
<p><br/></p>
<p>Umas iniciativas muito esperadas pelos Estados Membros da União, nestas circunstancias de crise, em que alguns ficaram verdadeiramente destabilizados por causa de ofensivas puramente especulativas.</p>
<p><br/></p>
<p><strong>Links úteis:</strong></p>
<ul>
<li><a title="Optimize Mercados e Fundos" href="http://www.optimize.pt/Mercados-e-Fundos.html">Mercados e Fundos, no site Optimize</a></li>
<li><a title="Optimize na Imprensa" href="http://www.optimize.pt/Imprensa.php/Imprensa.html">A Optimize na Imprensa</a></li>
</ul>
<p>© Optimize 2010</p>
<p>Fonte: Les Echos</p>
<p><br/></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>E preciso salvar o soldado Teixeira dos Santos</title>
		<link>http://www.optimize.pt/blog/e-preciso-salvar-o-soldado-teixeira-dos-santos-20100201.html</link>
		<comments>http://www.optimize.pt/blog/e-preciso-salvar-o-soldado-teixeira-dos-santos-20100201.html#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 01 Feb 2010 13:01:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Santos Teixeira</dc:creator>
				<category><![CDATA[As colunas de José Santos Teixeira]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Seguros de Crédito]]></category>
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		<description><![CDATA[
Não é meu objectivo fazer qualquer análise adicional ao Orçamento de 2010, mas presumo que vai ser impossível a Teixeira dos Santos agradar a “gregos e troianos”, nacionais e internacionais.


Para estes, os nossos credores (FMI, BCE entre outros) e observadores (OCDE e Agências de Rating) o importante é a nossa capacidade futura em “ir pagando”, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.optimize.pt/images/stories/Concepts/safetyemergency.png" border="0" alt="Image" vspace="6" align="left" /><br />
Não é meu objectivo fazer qualquer análise adicional ao Orçamento de 2010, mas presumo que vai ser impossível a Teixeira dos Santos agradar a “gregos e troianos”, nacionais e internacionais.<br />
<span id="more-1057"></span></p>
<p><br/></p>
<p>Para estes, os nossos credores (FMI, BCE entre outros) e observadores (OCDE e Agências de Rating) o importante é a nossa capacidade futura em “ir pagando”, pelo menos, os juros do Stock de Dívida Pública e Privada emitida. A qual já ascende a cerca de 125% do PIB, nível a partir do qual existe uma penalização automática quer dos níveis de “spread” acima das taxas alemãs (cerca de 1% contra 3,2% para a Grécia) quer do preço dos CDS, ou seja, dos Seguros de Crédito que poderão ser subscritos para garantir o cumprimento, atempado, do pagamento da nossa Dívida Pública e Privada.</p>
<p><br/></p>
<p>Como foi possível chegarmos a este nível de endividamento?</p>
<p><br/></p>
<p>Em minha opinião existe uma única causa: A “miragem” transmitida pelo Euro, ou seja, pelo acesso a uma moeda forte que beneficia de taxas de juro muito baixas e pelo sentimento que a União Europeia não nos deixa cair.</p>
<p><br/></p>
<p>Do que resultaram comportamentos laxistas de todos os agentes económicos:</p>
<ul>
<li>O Estado que se tornou perdulário quer em volume de obras públicas, quer na contratação de funcionários;</li>
<li>Os empresários que quiseram ser capitalistas sem capitais recorrendo a empréstimos, o que sendo uma alavancagem normal e mesmo saudável não pode ser excessiva;</li>
<li>Os particulares que consideraram que o Euro lhes dava acesso à riqueza europeia sem participarem na sua criação, consumindo mais do que produzem;</li>
</ul>
<p><br/></p>
<p>Então o que será possível a cada um de nós fazer para “Salvar o Soldado Teixeira dos Santos”, isto é, nós próprios:</p>
<ul>
<li>1 – Subscrever “Certificados de Aforro” erradamente considerados sem interesse pelos Técnicos dos Ministério das Finanças. Erradamente, pois são um produto com taxa variável e de curto prazo, acompanhando portanto a inevitável inflação;</li>
<li>2 – Poupar no consumo inútil e sobretudo adiável por um ou dois anos, ou seja, o consumo de bens duradouros;</li>
<li>3 – Dar preferência ao “consumo patriótico”, ou seja, aos produtos “Made in Portugal”;</li>
<li>4 – Diminuir a Despesa Pública inútil a qual é demasiado evidente;</li>
<li>5 – Proceder a uma “amnistia fiscal” para o repatriamento de contas no estrangeiro de modo a diminuir o saldo da Balança de Pagamentos.</li>
<p>Como conclusão, admitir que o tempo da Sociedade de Consumo acabou em 2009.</p>
<p><br/></p>
<p><strong>Links úteis:</strong></p>
<ul>
<li><a title="Optimize Mercados e Fundos" href="http://www.optimize.pt/Mercados-e-Fundos.html">Mercados e Fundos, no site Optimize</a></li>
<li><a title="Optimize na Imprensa" href="http://www.optimize.pt/Imprensa.php/Imprensa.html">A Optimize na Imprensa</a></li>
</ul>
<p>© Diario Económico e Optimize 2010</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Mercados não antecipam dificuldades para os Bancos portugueses</title>
		<link>http://www.optimize.pt/blog/mercados-nao-antecipam-dificuldades-para-os-bancos-portugueses-20081010.html</link>
		<comments>http://www.optimize.pt/blog/mercados-nao-antecipam-dificuldades-para-os-bancos-portugueses-20081010.html#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 10 Oct 2008 08:46:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo Teixeira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acções]]></category>
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		<description><![CDATA[Um mês depois da falência da Lehman Brothers, o sector financeiro continua em crise. As intervenções espectaculares dos bancos centrais, a aprovação do plano Paulson e as medidas e declarações dos estados ainda não conseguiram estabilizar os mercados que continuam a antecipar outras deficiências de instituições financeiras.

Depois dos Estados Unidos, chegou a hora da verdade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.optimize.pt/images/stories/Concepts/seeking.png" align="left" hspace="6" alt="Image" />Um mês depois da falência da Lehman Brothers, o sector financeiro continua em crise. As intervenções espectaculares dos bancos centrais, a aprovação do plano Paulson e as medidas e declarações dos estados ainda não conseguiram estabilizar os mercados que continuam a antecipar outras deficiências de instituições financeiras.</p>
<p><span id="more-134"></span></p>
<p>Depois dos Estados Unidos, chegou a hora da verdade para os bancos europeus. Dois dos maiores actores Europeus, o Fortis e o Dexia, tiveram de ser parcialmente nacionalizados para evitar uma entrada em falência. O conjunto dos activos do Fortis e da Dexia representam cerca de 1.500 biliões de euros, ou seja, 3 vezes os activos do Lehman Brothers.</p>
<p> </p>
<p><strong>Quais são os riscos enfrentados pelas instituições financeiras?</strong></p>
<p> </p>
<p>Felizmente são poucas as instituições financeiras a encontrarem-se em situações perigosas, mas o medo vale para todos. Os bancos, mas também as seguradoras, têm de fazer face a dois riscos: um risco de liquidez e um risco de fragilização dos seus fundos próprios. Num mercado que já não tem confiança nas instituições financeiras, não é fácil, e até em certos casos impossível, realizar um aumento de capital ou simplesmente conseguir financiamento da actividade corrente.</p>
<p>Nesta situação, os bancos mais fragilizados encontram-se em duas categorias:</p>
<p>- os que, por terem de constatar prejuízos nas suas carteiras de activos próprios, necessitam de realizar um aumento de capital para manter rácios prudênciais em níveis satisfatórios;</p>
<p>- os que por falta de recursos próprios, como depósitos de clientes, têm de conseguir, no mercado ou junto dos bancos centrais, um financiamento das suas actividas de crédito</p>
<p> </p>
<p><strong>Como saber quem será o próximo?</strong></p>
<p> </p>
<p>Embora se possa por em causa a capacidade do mercado a avaliar “justamente” a situação das empresas, é sempre perigoso tentar ter razão contra todos. Partindo desse pressuposto, a melhor aproximação do risco de “dificuldades” dos bancos encontra-se na cotação dos chamados &#8220;Credit Default Swaps&#8221;, ou CDS. Esses instrumentos financeiros permitem comprar um seguro contra a falência de uma empresa.</p>
<p> </p>
<p>No caso de uma empresa estar na impossibilidade de reembolsar uma dívida emitida por ela (obrigações), o vendedor de um CDS compromete-se a reembolsar o comprador. Por isso, quanto mais elevado é o risco de falência de um banco, mais alta é a cotação dos CDS para esse banco.</p>
<p> </p>
<p><img src="../images/stories/grafics/cds_0810.png" alt="Cotacao CDS Bancos" /></p>
<p> </p>
<p><strong>Quais são as lições de uma analise da cotação dos CDS?</strong></p>
<p> </p>
<p>A análise da cotação dos CDS ao nível da banca norte americana e europeia traz vários comentários:</p>
<p>- os bancos mais enfraquecidos continuam a ser os bancos americanos, nomeadamente os bancos de investimento, como a Morgan Stanley, a Goldman Sachs e a Merrill Lynch, mas também, o que é mais grave, bancos de retalho gigantes como a Wachovia e o Citigroup, o maior banco americano&#8230;</p>
<p>- A nível europeu, os bancos espanhóis de média dimensão são os sofram mais, nomeadamente devido à crise imobiliária atravessada pelo país</p>
<p>- Os grandes bancos portugueses, a CGD, o BCP e o BES, situam-se em níveis relativamente confortáveis, sendo considerados em melhor posição do que grandes instituições como a Deutsche Bank, o Barklays, ou a UBS</p>
<p> </p>
<p><strong>Porquê que os bancos portugueses encontram-se tão bem posicionados?</strong></p>
<p> </p>
<p>Embora os bancos portugueses sejam de pequena ou média dimensão, quando comparados com os seus vizinhos europeus, beneficiam de estruturas de negócios em grande parte viradas para uma clientela de retalho. Isso traduz-se por um lado, numa relativa estabilidade dos seus recursos (contas correntes e depósitos a prazo da clientela particular), e por outro, numa carteira de activos mais tradicional (créditos hipotecários e ao consumo, acções, obrigações, fundos de investimento).</p>
<p> </p>
<p>Como resultado, os bancos portugueses encontram-se relativamente pouco expostos às perturbações dos mercados, e conseguem oferecer um bom nível de garantia aos investidores e clientes.</p>
<p> </p>
<p><strong>O que é que os CDS não dizem?</strong></p>
<p> </p>
<p>Os CDS não são uma bola de cristal. Permitem apenas realizar uma síntese da informação disponível no mercado num período definido.</p>
<p> </p>
<p>As cotações dos CDS virão a evoluir negativamente caso a situação bolsista continuar a degradar-se. E por definição, não incorporam informação desconhecida do mercado como por exemplo no caso de uma apresentação enganadora das contas de uma empresa.</p>
<p> </p>
<p>Neste contexto, o final do ano será uma etapa crítica. A publicação do fecho das contas dos bancos permitirá ter uma imagem actualizada da saúde financeira de cada um, com eventuais boas ou más surpresas. Os próprios governos europeus estão a considerar a possibilidade de rever em urgência algumas regras contabilísticas, de forma a diminuir o impacto da crise dos mercados nas contas. Infelizmente, a realidade não se altera tão facilmente como as regras…</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p><strong>Em conclusão</strong></p>
<p> </p>
<p>Os grandes bancos portugueses não se encontram, pelo menos de momento, “em dificuldades”. E no que diz respeito aos depósitos de particulares, as garantias oferecidas pelos Estados sobrepõem-se às garantias dos bancos, e permitem a todos nós “dormir descansados”.</p>
<p> </p>
<p>É provável que, pelo mundo, algumas instituições financeiras entrem em crise nos próximos meses. Na Europa, a resposta dos estados a uma tal ocorrência, consistirá provavelmente numa nacionalização total ou parcial da instituição. E tendo em conta a posição relativa dos bancos portugueses, outros actores europeus serão provavelmente atingidos, antes das dificuldades chegarem até às nossas portas.</p>
<p> </p>
<p>Infelizmente uma agravação da crise não pode ser totalmente posta fora de questão. Caso aconteça, ninguém está totalmente imune, mesmo os próprios Estados. A “cotação” da divida do Estado Português já é inferior à de grandes bancos como o francês BNP…</p>
<p><br/></p>
<p><strong>Links úteis:</strong></p>
<ul>
<ul>
<li><a href="http://www.optimize.pt/Mercados-e-Fundos.html">A secção Mercados e Fundos do site Optimize</a></li>
<li><a href="http://www.optimize.pt/blog/palavras-de-crise-20081009.html">Palavras de crise, no blog Optimize</a></li>
</ul>
</ul>
<p><br/></p>
<p>© Optimize 2008<br/></p>
<p><br/></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Hora da verdade para os Bancos europeus</title>
		<link>http://www.optimize.pt/blog/hora-de-verdade-para-os-bancos-europeus-20081003.html</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Oct 2008 11:49:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo Teixeira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois de várias falências bancárias de outro lado do Atlântico, chegou a hora da verdade para os bancos europeus. Em poucos dias, dois dos maiores bancos do Benelux, o Fortis e o Dexia, tiveram de ser parcialmente nacionalizados para evitar uma entrada em falência. O conjunto dos activos do Fortis e da Dexia representam cerca [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.optimize.pt/images/stories/Savings/banksafezoom.png" align="left" hspace="6" alt="Image" />Depois de várias falências bancárias de outro lado do Atlântico, chegou a hora da verdade para os bancos europeus. Em poucos dias, dois dos maiores bancos do Benelux, o Fortis e o Dexia, tiveram de ser parcialmente nacionalizados para evitar uma entrada em falência. O conjunto dos activos do Fortis e da Dexia representam cerca de 1.500 biliões de euros, ou seja, 3 vezes os activos do Lehman Brothers. </p>
<p>Resta uma grande  pergunta: <strong>quem será o próximo?</strong></p>
<p><span id="more-130"></span></p>
<p>Se fosse fácil prever quais os próximos bancos a entrar em crise, essa previsão seria &#8220;auto-premonitória&#8221;, ou seja, os bancos em questão já teriam problemas para reter os seus clientes e accionistas. Mas a melhor aproximação será certamente a evolução da cotação dos chamados CDS, ou &#8220;Credit Default Swaps&#8221;, instrumentos financeiros que permitem comprar um seguro contra a falência de uma empresa. </p>
<p>No caso de uma empresa estar na impossibilidade de reembolsar uma dívida emitida por ela (obrigações), o vendedor de um CDS compromete-se a reembolsar o comprador desse CDS. Por isso, quanto mais elevado é o risco de falência de um banco, mais alta é a cotação dos CDS para esse banco.</p>
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<p>Ao nível dos grandes bancos mundiais, os mais enfraquecidos são sem grande surpresa os bancos de investimento americanos, como a Morgan Stanley, a Goldman Sachs e a Merrill Lynch. Seguem a Wachova e o Citigroup, maior banco americano. Esses bancos situam-se a níveis implícitos de risco, comparáveis com vários dos nossos vizinhos espanhóis de dimensão média, como o Banco Pastor, o Banco Popular ou o Bankinter que estão nomeadamente expostos à crise imobiliária espanhola.</p>
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<p><strong>Os grandes bancos portugueses situam-se em níveis confortáveis</strong>, com a excepção do Banco Popular, através da sua casa mãe espanhola. O BES e o BCP situam-se em níveis comparáveis com grandes instituições como a Deutsche Bank ou o Santander. A Caixa Geral de Depósitos, como instituição detida maioritariamente pelo Estado Português, situa-se nos melhores níveis mundiais.</p>
<p><img src="http://www.optimize.pt/images/stories/grafics/cds.png" alt="Cotacao dos CDS da banca Europeia e Americana" /></p>
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<p>Esta análise corresponde a uma aproximação da avaliação feita pelo mercado da situação financeira dos bancos. Embora não seja perfeita, permite-nos confirmar a <strong>nossa opinião positiva sobre a situação dos nossos grandes bancos nacionais</strong>.</p>
<p>Embora os bancos portugueses sejam de pequena ou média dimensão quando comparados com os seus vizinhos europeus, beneficiam de estruturas de negócios, em grande parte viradas para uma clientela de retalho. Isso traduz-se numa relativa estabilidade dos seus recursos (contas correntes e depósitos a prazo da clientela particular) por um lado, e uma carteira de activos mais tradicional (créditos hipotecários e ao consumo, acções, obrigações, fundos de investimento). </p>
<p>Como resultado, os bancos portugueses encontram-se relativamente pouco expostos às perturbações dos mercados, e conseguem oferecer um bom nível de garantia aos investidores e clientes.</p>
<p>Porém, o mais provável será outros actores europeus serem atingidos antes das dificuldades chegarem até às nossas portas. Mas no caso de um agravamento da crise, ninguém está totalmente imune, mesmo os próprios Estados.</p>
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