A Proxima ressaca do imobiliario | Optimize

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A Proxima ressaca do imobiliario

Artigo de Opinião de Diogo Teixeira, CEO da Optimize, no suplemento Dinheiro VIvo do Jornal de Notícias.

Não deixe o imobiliário representar mais de 50% do seu património total e poderá continuar a dormir sem dores de cabeça!

Investir consiste em acreditar num futuro melhor, e aproveitar essa antecipação para pôr capital a render ou, para os mais especulativos, apostar numa subida de preços mesmo que não exista nenhum rendimento. E um investimento deve basear-se, preferencialmente, em fundamentais sustentáveis, desconsiderando efeitos de moda e fluxos excecionais de capital que tendem a empolar o valor dos ativos. Mas o mundo não é perfeito, e os homens são feitos à sua imagem.… Um cheiro a “bons negócios” faz abdicar as mentes mais racionais, deixando a ganância vencer a luta contra os espíritos prudentes.

Alguns dados e alertas recentes tendem a confirmar que entramos numa dessas fazes irracionais no que toca a um mercado: o mercado imobiliário português e mais particularmente dos centros históricos em Lisboa e no Porto. Com vendas em níveis recorde, e subidas de preços de cerca de 20% por ano nos últimos dois anos, nada parece capaz de parar o frenesim de investimento imobiliário.

O fenómeno só é possível pela conjunção de vários fatores: bancos novamente disponíveis para emprestar, uma procura de investidores estrangeiros em máximos, um stock elevado de imóveis para serem recuperados e rendimentos oferecidos por produtos de risco baixo em mínimos. Infelizmente vários destes fatores estão prestes a virar a casaca.…

Com a Europa finalmente a crescer, o desemprego a diminuir e a inflação a regressar para valores normais, o BCE deverá começar em 2018 a inversão da sua política de quantitative easing. Num prazo de 2 a 3 anos, as taxas de curto prazo deverão ir para valores próximos da inflação, ou seja, 2%, provocando uma subida paralela dos custos dos empréstimos. Esta evolução irá traduzir-se numa diminuição de cerca de 25% do “poder de compra imobiliário” das famílias.

Do lado da procura de investidores estrangeiros, Portugal beneficiou da chegada de milhares de reformados franceses, que beneficiam, por 10 anos, de uma isenção de IRS sobre as reformas, e procuram também escapar ao imposto francês sobre as fortunas. Com Macron no Eliseu, estes dois fatores deverão também desaparecer. O imposto sobre fortunas deverá aplicar-se exclusivamente ao património imobiliário (como em Portugal), e as autoridades fiscais francesas preveem começar a reter na fonte essas reformas de residentes isentos em Portugal.

Se uma ressaca no imobiliário é possível, como seria de esperar depois de tantos excessos, um remédio existe. Chama-se diversificação. Não deixe o imobiliário representar mais de 50% do seu património total, e poderá continuar a dormir sem dores de cabeça!

Artigo escrito por Diogo Teixeira, CEO da Optimize.

Links úteis:

Artigo publicado in 
Jornal de Notícias
 em 20 de Julho de 2017
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