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Artigo de Opinião de Diogo Teixeira, CEO da Optimize, no Jornal de Negócios

Artigo de Opinião de Diogo Teixeira, CEO da Optimize, no Jornal de Negócios.

INVESTIR, CONTRA VENTOS E MARÉS

"Ir além dos depósitos a prazo é fundamental para quem não quiser deixar passar o comboio do crescimento.

Investir é um ato de fé, uma prova de confiança no futuro e nos outros. Entregamos as nossas poupanças a quem as pode transformar na produção de bens e serviços e gerar riqueza. Essa confiança merece ser corretamente retribuída, o que nem sempre é o caso. A retrospetiva dos últimos 10 anos da bolsa portuguesa arrepia, com um índice PSI-20 que só vale hoje metade do que valia há uma década. Os "casos" foram muitos, destruíram empresas, pés de meia, e vidas, reforçando a imagem de uma casta de poderosos egoístas para quem só conta o "quanto".

A resposta do povo face aos abusos sofridos chama-se abstenção. Tal como quando já não acredita em promessas eleitorais e deixa de se deslocar à mesa de voto, o povo português deixou de investir e, mais grave ainda, de poupar, preferindo consumir em vez de arriscar juntar-se à fila dos lesados.

Esta situação tem uma consequência inelutável, mas que só se fará sentir ao longo dos anos e de forma muito progressiva: um empobrecimento gradual. Não difere muito dos efeitos trazidos por uma natalidade fraca que empobrece a economia do país condenando os reformados a pensões miseráveis e os ativos a uma escravatura fiscal. Quem não tem fé no futuro não procria, nem poupa…

Depois de ver o copo meio vazio, olhamos agora para o copo meio cheio! A confiança não precisa de ser cega… Constrói-se pelas duas pontas, entre um gestor que precisa de dar provas do seu empenho, da sua visão, da sua capacidade de gerir e da sua honestidade, e um aforrador que precisa de esquecer os seus preconceitos, os seus medos, para aceitar o risco de uma rentabilidade incerta.

Existem algumas, infelizmente poucas, empresas cotadas com futuro e bem geridas em Portugal, mas pelo mundo são centenas! Estamos a viver uma transformação industrial fundamental que já começou a alterar profundamente os "rankings" de valorização de muitas indústrias. As energias fósseis vão desaparecer, vivam as baterias de lítio, os painéis solares, e as eólicas. A Tesla é hoje o construtor automóvel mais valioso da bolsa americana, a Amazon vale duas vezes mais do que o Walmart e os seus 2,3 milhões de empregados, e a Apple três vezes mais do que a General Electric que foi durante muitos anos a maior capitalização bolsista industrial. Estão aqui alguns exemplos de empresas geridas para o bem dos seus acionistas e que certamente mereceram a confiança dos investidores que lhes entregaram as suas poupanças.

Fica do lado do investidor a responsabilidade de "acreditar". Com depósitos a vencerem e propostas de renovação a taxas inferiores à inflação, está na hora de os portugueses repensarem as suas poupanças, abrindo os olhos sobre o dinheiro que estão a deitar pela janela ao aceitarem rentabilidades negativas. Ir além dos depósitos a prazo é fundamental para quem não quiser deixar passar o comboio do crescimento que está a acontecer e parece não chegar ao bolso dos portugueses. Ao contrário de nós, as nossas poupanças podem deslocar-se em minutos para o outro lado do mundo e apostar nas indústrias do futuro. E para quem não tiver fé na gestão "à portuguesa", confiar em grandes grupos americanos ou europeus traz a vantagem de um escrutínio "profissional" exercido por milhares de acionistas e analistas atentos à boa gestão dessas empresas.

Resta considerar a melhor forma de transformar esta confiança teórica em prática. Imaginar que os portugueses vão comprar e vender diretamente ações de empresas americanas ou europeias é ilusório e arriscado. Uma parte significativa do risco de mercado no investimento em ações é evitável por uma simples diversificação da carteira, optando por vinte ou quarenta títulos em vez de três ou quatro, dificilmente compatível com a dimensão típica de uma carteira individual. Por outro lado, a seleção e a gestão de uma carteira de ações internacionais requer o conhecimento, o tempo dedicado e a infraestrutura de um gestor profissional. Os fundos de investimento existem precisamente para esse efeito. E mais uma vez, quem não confiar na gestão portuguesa poderá selecionar entre dezenas de fundos geridos pelas grandes gestoras mundiais comercializadas em Portugal.

O investimento em fundos deixou de ser uma opção para ser hoje uma necessidade. A relutância dos bancos portugueses e dos seus clientes em encararem essa realidade conduziu a uma alocação da poupança dos 8 ou 80: o investimento é feito em depósitos a prazo ou concentrado em duas ou três cotadas portuguesas. Está na hora de mudarmos de hábitos para deixar as nossas poupanças livres para entrarem no século XXI.

Artigo escrito por Diogo Teixeira, CEO da Optimize.

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Artigo publicado in 
Jornal de Negócios
 em 17 de Abril de 2017
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