Como investir num contexto de taxas de juro baixas? | Optimize Investment Partners

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Como investir num contexto de taxas de juro baixas?

As taxas de juros continuam a sua trajetória descendente patenteando já níveis ultrabaixas, sendo que grande parte das obrigações europeias de Investment Grade (baixo risco) apresentam yields negativas. A título de exemplo, a dívida alemã a 10 anos aproxima-se de uns assustadores - 0.7%, ou seja, os investidores destas emissões estão dispostos a pagar 0.7% por ano para parquear o seu dinheiro nos próximos 10 anos. Portanto, todos estes produtos de baixo risco, cuja consequência é a desvalorização do património, vão obrigar os aforradores a olhar para outro tipo de soluções para as suas poupanças.

Apesar deste cenário, os produtos de poupança indexados às taxas de juro sob o desígnio de capital garantido, como é o caso dos Depósitos a Prazo, ainda têm a predominância no mercado português, refletindo a aversão ao risco do aforrador nacional. Acontece que, face às taxas de juro baixas, que prometem perdurar por algum tempo, esta opção acaba por oferecer rendimentos inferiores à taxa de inflação, ou seja, na prática, oferecem uma garantia de perda no longo prazo.

À medida que o aforrador português se vai deparando com esta conjuntura, vai aumentando o seu interesse por soluções que promovam uma maior rentabilidade das suas poupanças, optando muitas vezes por direcionar-se para o investimento direto em algumas ações, cometendo o erro de não diversificar convenientemente os seus investimentos, e não conseguir impor a racionalidade, agindo muitas vezes pelas emoções do momento, o que acaba por determinar, na maioria dos casos, perdas avultadas.

De facto, a única certeza que um investidor pode ter na composição da sua carteira de investimento, é que vão surgir surpresas. Portanto, a diversificação da carteira é uma arma poderosa para poder tirar o melhor proveito e proporcionar maior segurança em todos cenários projetáveis. Adicionalmente, é imperativo nunca abdicar da racionalidade nas várias decisões / reações de investimento. Este talvez seja o ponto mais desafiante, principalmente quando estamos a gerir as próprias poupanças. Realmente é complicado afastar as reações emotivas sobre as várias efemeridades quando gerimos o nosso património.

O investimento direto em ações ou até em obrigações tem de ser idealizado para um horizonte temporal de longo prazo, leia-se, no mínimo entre 3 a 5 anos. Acontece que na prática, à primeira correção, instala-se o pânico, caindo, o investidor, na tentação de vender os títulos ao desbarato, colocando em causa toda a tese de investimento idealizada. Complementarmente, confunde-se muitas vezes a abordagem especulativa de transação de ativos no curto prazo que na prática trata-se de apostas, com investimento. Refiro-me à expetativa de um determinado investidor estar disposto a comprar um ativo com a expetativa de passados uns tempos, outro investidor compre esse mesmo ativo a um preço mais elevado. Se tivermos uma abordagem mais sofisticada de longo prazo, falamos de investimento. Aludo à análise prévia de dados fundamentais de um determinado ativo, como os cash-flows gerados por uma empresa, assim como o crescimento projetado nos anos vindouros. Neste caso, a aquisição é feita com o racional de essa aplicação proporcionar rendimentos projetáveis ao longo dos próximos anos, refiro-me a dividendos/juros e até valorização da cotação do capital, proporcionado pela materialização desse crescimento corporativo.

Para além desta análise prévia a uma determinada empresa que poderá levar ao investimento numa determinada ação ou obrigação, a composição da carteira deve ser diversificada para tirar o melhor proveito e proteger dos vários riscos que vão surgindo. Quanto mais abrangente for a dispersão dos ativos que compõe a carteira, melhor será a otimização do seu rácio rentabilidade/risco. Por último, mas não menos importante, é necessário que a carteira represente um valor elevado, de forma a diminuir o impacto dos custos de transação na performance da carteira.

Partindo destes desafios que teoricamente parecem ser fáceis de respeitar, mas na prática revelam-se bastante complexos, remeto naturalmente para uma gestão mais profissionalizada.

Posto isto, direciono a minha sugestão para os fundos de investimento flexíveis, como a melhor solução de poupança, sendo que nestes fundos, podemos encontrar várias categorias segregadas por vários níveis de risco, desde exposição máxima de 0% a 100% a ações. Refiro-me a produtos financeiros que graças à sua dimensão, permitem otimizar a diversificação, minimizando os custos de transação, acesso a uma gestão profissional com capacidade de maximizar a competência e racionalidade nas decisões de investimento e conferem à equipa de gestão a possibilidade de ir ajustando o nível de exposição às ações até ao limite contratualizado no prospeto do fundo de investimento. Além disso, democratizam o acesso ao investimento, isto é, é possível qualquer aforrador aceder a estes produtos independentemente do montante disponível de investimento.

Os fundos que melhor diversificados estejam ao nível do tipo de ativos, geografias, qualidade creditícia e sectorialmente, são os mais bem preparados para respeitar no longo prazo o real desígnio da poupança. Preservar o capital investido potencializando um rendimento anualizado bastante acima da taxa de inflação, permitindo um crescimento real do património dos aforradores.

Trata-se da solução mais racional para a gestão das poupanças para horizontes de longo prazo, permitindo delegar a gestão das poupanças do dia a dia de uma forma diversificada, flexível e profissional, com perspetivas realistas de rendimento.

Saiba mais:

Artigo publicado in 
Revista Risco
 em 23 de Setembro de 2019
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