Disrupção Tecnológica – Desafios e Oportunidades | Optimize Investment Partners

Optimize na imprensa

Disrupção Tecnológica – Desafios e Oportunidades

Artigo de Opinião de Carlos Pinto, Senior Associate in Investments na Optimize, no suplemento Dinheiro Vivo do Diário de Notícias.

A transformação radical associada à inovação de atividades rotineiras é um processo contínuo que guia a evolução da humanidade desde os seus primórdios. A invenção da roda é tida como sendo a primeira e provavelmente a principal da história, tendo esta revolucionado a mobilidade na época. Desta forma, o ser humano é por natureza um eterno insatisfeito, procurando continuamente novas soluções evolutivas para o seu dia-a-dia.

Atualmente, este ciclo disruptivo incorpora a Inteligência Artificial. Refiro-me a softwares alimentados por um número infinito de dados observados que têm a capacidade de replicar funções e decisões desempenhadas pela inteligência humana. Portanto, nesta nova era, os dados comportamentais são a matéria-prima que todos procuram, tendo ultrapassado a relevância que o petróleo assumiu na atividade industrial ao longo das últimas décadas.

A capacidade de captar, armazenar, gerir e direcionar séries de observações comportamentais, recorrendo à automação de processos e sistemas, tem permitido ao setor tecnológico capturar e desintermediar várias atividades de outras indústrias. Exemplificando, a Amazon consegue transformar os dados recolhidos, em sugestões de produtos e serviços de acordo com os interesses de cada usuário (e-commerce). O modelo disruptivo do Facebook já atinge os media, sendo um veículo de recolha de dados, proporciona uma difusão personalizada dos conteúdos informativos e publicidade. A Netflix e Spotify revolucionaram a indústria dos filmes e da música ao permitirem um acesso mais eficiente aos seus utilizadores e, paralelamente, combatem a pirataria que vinha fustigando as indústrias. As denominadas fintechs, viabilizam uma maior desintermediação, e consequentemente, simplificam o acesso aos serviços financeiros, assim como as biotech, aos serviços de saúde, etc….

Neste novo ciclo revolucionário, a inteligência artificial acarreta alguns riscos. É fundamental não inverter a soberania das decisões humanas sobre as máquinas. Adicionalmente, é prioritário mitigar o impacto da destruição de alguns postos de trabalho, nomeadamente relacionados com tarefas rotineiras quando estas forem desempenhadas por máquinas, vulgo robots. A experiência acumulada ao longo dos anos, aliada ao incentivo de formações, terá de ser uma prioridade nas empresas e governos, para que os novos postos de trabalho que vão emergir tenham uma melhor adaptação às competências das pessoas, e naturalmente, estas consigam tirar o melhor usufruto da evolução tecnológica.

Em resultado de todos os ciclos disruptivos, as pessoas conseguiram adaptar-se às novas conjunturas e até melhorar a sua produtividade e, em consequência disso, a qualidade de vida. Jack Ma, CEO e fundador da AliBaba, recordou que antigamente as pessoas trabalhavam 16 horas por dia, 6 dias por semana, hoje trabalhamos oito horas, cinco dias por semana. Dentro de alguns anos, prevê que as pessoas vão trabalhar apenas 4 horas por dia, 4 dias por semana. Vai ser possível usufruir de muito mais tempo livre para atividades de lazer, investir em qualificações e até mais disponibilidade para viajar.

Artigo escrito por Carlos Pinto, Senior Associate in Investments na Optimize.

Links úteis:

Artigo publicado in 
Diário de Notícias
 em 4 de Agosto de 2018
×

Bem-vindo

Para entrar no seu Espaço Privado Optimize,
preencha o formulário em baixo

4
GHI
5
JKL
3
DEF
7
PQRS
2
ABC
0
6
MNO
9
WXYZ
1
8
TUV
×

Bem-vindo

Para entrar no seu Espaço Consultor Optimize,
preencha o formulário em baixo

3
DEF
8
TUV
6
MNO
2
ABC
0
4
GHI
7
PQRS
9
WXYZ
1
5
JKL