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Estará a Economia Portuguesa novamente em perigo?

Entrevista a Diogo Teixeira, CEO da Optimize, no canal CNBC, sobre as perspectivas da economia portuguesa.

TRADUÇÃO PARA PORTUGUÊS

A ortodoxia fiscal de Portugal está a resultar, diz o Investment Manager. No entanto, apesar de uma boa recuperação da economia do país, com um crescimento de 2.5% este ano, o Fundo Monetário Internacional receia que os maus hábitos de consumo e negócios do país possam por em perigo o futuro.

"O meu receio diz respeito a potenciais mudanças de práticas," disse Diogo Teixeira, CEO da Optimize Investment Partners, à CNBC. "Já observámos, nos últimos 2 anos, sinais de complacência e de regresso aos maus hábitos que levaram o país ao estado de crise em que se encontrou em 2011."

"Caso os setores privado e público não mudem os seus hábitos nos próximos anos, poderemos enfrentar novamente uma crise num horizonte temporal de 10 ou 20 anos", avisa Diogo Teixeira, apontando nomeadamente para o alto nível de endividamento dos particulares e das empresas.

Portugal teve de pedir ajuda financeira em 2011, quando as dívidas pública e privada excederam a capacidade do país em financiar-se. Apesar de o país ter implementado muitas reformas, o seu tecido empresarial ainda deve lidar com alto endividamento em balanço.

A dívida pública deveria atingir 128.5% do PIB este ano, segundo as previsões da Comissão Europeia. Entretanto, a taxa de poupança dos particulares deveria recuar de mais 0.2% em 2017, para depois voltar a subir ligeiramentre em 2018.

Desde 2015, o governo atual acabou com muitas das medidas de austeridade que tinham sido implementadas durante os anos de "resgate", inclusive a marcha atrás quanto aos cortes de salários no setor público. O Primeiro-Ministro António Costa mudou o foco da economia para altos níveis de consumo desde que entrou em função há dois anos. No sábado passado, prometeu ainda incluir mais aumentos salariais no Orçamento do Estado 2018, ou seja logo antes das eleições previstas para depois do verão.

Diogo Teixeira avisa: "Qualquer choque de taxa de juro pode por em perigo a recuperação do país, sem dúvida, tendo em conta os níveis da dívida pública, que ronda os 130% do PIB, a terceira mais alta na zona euro, logo depois da Grécia e Itália."

"O setor bancário continua penalizado por empréstimos improdutivos," acrescenta Diogo Teixeira.

Endividamento elevado e crédito não produtivo ameaçam a economia. No entanto, por enquanto, Portugal atrai investidores, nomeadamente nas áreas de turismo e imobiliário.

Links úteis:

Artigo publicado in 
CNBC
 em 30 de Agosto de 2017
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