Futebol e Gestão de Carteiras – 4 Hábitos | Optimize

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Futebol e Gestão de Carteiras – 4 Hábitos das equipas e carteiras vencedoras

Carlos Pinto, Gestor de Investimentos na Optimize Investment Partners, compara as boas práticas da gestão de carteiras com as boas práticas das equipas de futebol.

Em plena fase decisiva do campeonato do mundo de futebol, em que todas as atenções estão centradas no “mata-mata” da competição, nada podia ser mais pertinente do que absorver os bons hábitos das equipas vencedoras para as boas práticas na gestão de carteiras de investimento. Posto isto, vou falar de Diversificação, Flexibilidade, Research e Racionalidade.

Diversificação, uma equipa de futebol é constituída por atletas com características distintas em que o seu entrosamento permite oferecer equilíbrio para tirar o melhor proveito de cada momento do jogo. O mesmo acontece numa carteira de investimento, deverá ser o mais diversificada possível, de maneira a que a sua composição esteja protegida perante ciclos mais voláteis e ao mesmo tempo posicionamento oportunista para aproveitar os melhores momentos que advêm desses ciclos.

Flexibilidade, acontece frequentemente, um esquema tático ou até algum jogador não estar a adaptado às necessidades do jogo ou a demonstrar alguma fadiga física, ao ponto de não corresponder ao rendimento pretendido. O treinador recorre à sua flexibilidade para ajustar a tática idealizada ou até mesmo ao seu “banco” para lançar um jogador que ofereça maior potencial de rendimento. Na gestão de carteiras, por vezes algumas ideias de investimento atingiram o seu potencial, ou simplesmente deixaram de fazer sentido e são substituídas por ideias que oferecem melhores oportunidades face à conjuntura observada.

Research, uma equipa de futebol antes de entrar em campo estuda minuciosamente os seus oponentes recorrendo por exemplo a vídeos, para poder extrair o máximo de informação possível nomeadamente sobre as principais forças, fraquezas, oportunidades e ameaças dos seus oponentes para potenciar as hipóteses de sucesso. Um investidor antes de tomar uma decisão de investimento, deve também fazer a sua análise SWOT (sigla em Inglês que identifica a análise das Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças) permitindo que a tomada de decisão englobe toda a informação necessária proporcionando a maior rentabilidade possível dentro do nível de risco definido.

Racionalidade, o jogo de futebol oferece momentos de elevada tensão onde por vezes é complicado gerir a emoção e os níveis de ansiedade nos momentos mais adversos, como por exemplo na tentativa de “virar um resultado” desfavorável ou num momento de decisão por grandes penalidades. Urge ter a cabeça fria de maneira a poder tomar as decisões mais acertadas. As equipas que melhor gerem a componente emocional, são as mais bem preparadas para atingir o sucesso. Na gestão de carteiras, principalmente nos ciclos mais voláteis e depressivos, o investidor deve manter o sangue frio e não se deixar levar pela tentação do momento. Se a tomada de decisão for racional e disciplinada, terá mais hipóteses de ser bem-sucedida, independentemente de esta basear-se numa ação ou inação. Citando W. Buffett, “o mercado de capitais é um mecanismo de transferência de dinheiro dos investidores impacientes para os investidores pacientes”.

Como temos verificado ao longo do torneio, observamos que as equipas que melhor têm colocado em prática estas características são as que têm sido mais bem-sucedidas, por outro lado, as que se apresentaram mais desorganizadas, acabaram por claudicar. Assim como na gestão de carteiras, as que seguem estes atributos, são as que estão melhor posicionadas para atingir ou até superar as metas idealizadas.

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Artigo publicado in   em 1 de Julho de 2018
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