Guia: Escolher um Fundo de Investimento | Optimize

Guia: Escolher um Fundo de Investimento

Fundos

Provavelmente já se ouviu falar muito sobre fundos de investimento de valores mobiliários, e mesmo caso não possua nenhum, talvez já saiba o que são e como funcionam. Mas só para esclarecer eventuais equívocos e ganhar certeza, queremos apresentar-lhe neste guia os principais fundamentos em torno desta matéria por vezes tão complexa.

  • Escolher um fundo de investimento em acções
  • Escolher um fundo de investimento em obrigações
  • Quando resgatar um fundo

1. ESCOLHER UM FUNDO DE INVESTIMENTO EM ACÇÕES

A informação sobre fundos de investimento está amplamente disponível, nos próprios fundos ou nas companhias de avaliações deles mesmos, (Morningstar, etc.).

Aqui estão alguns pontos a considerar:

1.1 Opte por fundos de baixo custo

As despesas dos fundos reduzem directamente o seu retorno, portanto, poderá aumentar as oportunidades de sucesso, evitando fundos com elevadas proporções de despesa; isto é o preço anual, dividido pelo seu investimento.

1.2 Tenha em atenção a consistência do perfil

Para um fundo se ajustar a uma carteira diversificada, é importante que o gestor tenha um determinado perfil de investimento. Se comprou um fundo porque quer que a sua carteira inclua pequenas acções, então não pode ter um gestor de fundos que “dê saltos” exagerados no crescimento.

1.3 Tenha em consideração o risco

Os retornos podem variar, mas os fundos de investimento de risco tendem a manter o risco. Por isso, certifique-se do caminho que o fundo tomou para acumular lucros passados e decidir se se sente cómodo com tal situação. Aqui estão algumas medidas de risco a ponderar. O Beta mede quanto o valor de um fundo gira em redor das alterações no valor do índice S&P 500, que por definição tem beta de 1,0. Um fundo de acções com uma beta de 1,20 é 20% mais volátil que o S&P – ou seja, para todos os movimentos no S&P, o fundo moverá mais 20% em ambos os sentidos, acima ou abaixo. O desvio padrão diz-lhe quanto um fundo oscila nas suas próprias performances médias. Um desvio padrão de 10 significa que os resultados mensais do fundo, normalmente estão entre os 10 pontos percentuais na sua média. Quanto mais alto o desvio padrão, mais volátil o fundo. O pior trimestre (worst quarter) é uma medida de risco muito simples: revela apenas o pior retorno trimestral do fundo, o que lhe dá uma sensação de que a chave é você.

1.4 Verifique a performance anterior da mesma categoria

Ao examinar o desempenho do fundo, deve olhar para o seu registo a longo prazo (pelo menos três anos, e de preferência, cinco anos) contra os da mesma categoria. Compare esses resultados para a média – não pode culpar os “small-cap” de um ano menos bom, se todos os “small-cap” também o fizeram mal. Mas é muito difícil ser indulgente se um fundo estiver pior que os seus semelhantes, especialmente se o estiver durante um longo período de tempo.

1.5 Evite “asset boat”

Um gestor pode ter acumulado posições fortes; no caso das small-cap pode causar problemas de liquidez.


2. ESCOLHER UM FUNDO DE INVESTIMENTO EM OBRIGAÇÕES

2.1 Pense em despesas baixas

A única coisa mais importante que pode fazer para ganhar retornos da competitividade num fundo de obrigação é optar por aqueles com baixos custos. Como regra geral, os fundos de índice de obrigação terão proporções de despesa mais baixo do que os fundos que investem em obrigações arriscadas. Com este último, pelo menos com despesas abaixo da média.

2.2 Prefira os fundos de obrigações de curto ou médio prazo

Ao longo dos últimos 20 anos, aproximadamente, os fundos de obrigações de longo prazo tiveram rendimentos elevados, em parte porque as taxas de juros têm vindo a diminuir durante o mesmo período. Nem sempre pode ser o caso. E além disso as obrigações a longo prazo podem ser surpreendentemente voláteis. Se as taxas de juros subirem apenas 1%, um fundo de obrigação de longo prazo pode cair 10% ou mais, riscando mais do que um ano de juros. Se está a investir por períodos mais curtos – 10 anos ou menos – ou se estiver a usar fundos de obrigação para acrescentar algum fundamento à carteira de acções, então pode ser melhor com fundos de obrigação a curto prazo – ou médio prazo, de cinco a dez anos. Assim obterá mais ou menos 80% do rendimento com 40% menos volatilidade, ou seja, 40% menos risco.

2.3 Cuidado com os rendimentos tentadores

As companhias de fundos sabem que os investidores se concentram nos rendimentos. Por isso, alguns fazem tudo o que podem para colocar o fundo a bombear rendimentos. Podem lançar obrigações de qualidade inferior numa carteira do Governo, ou até mesmo investir em títulos internacionais de países onde as taxas são particularmente elevadas.

Esses rodeios para impulsionar os juros podem ou não pagar, mas todos eles envolvem riscos que são difíceis de avaliar. Um fundo de obrigação que apresente rendimentos muito acima da média é suspeito, - é um sinal de que o fundo está a fazer algo muito diferente, e provavelmente, muito arriscado do que os seus semelhantes. Se a diferença do rendimento de um fundo de obrigação não se explica através das diferenças de custos de gestão, então evite-o.


3. QUANDO RESGATAR O FUNDO

3.1 O seu fundo é um perdedor persistente

O simples facto de um fundo ter baixos retornos ou até mesmo prejuízos não é motivo para o vender. Se o mercado global está em baixo, ou o sector específico em que o fundo é investido não está favorável, não pode esperar que o seu gestor de fundos seja o milagre. Mas se possui um fundo que se arrasta aos fundos semelhantes há dois anos numa margem substancial – por exemplo, dois pontos percentuais ou mais – pense em movimentá-lo.

3.2 A estratégia de um fundo de investimento mudou

Se já tentou criar uma carteira diversificada, então provavelmente já faz conta com os gestores de todos os seus fundos para investir numa determinada direcção. Os gestores de fundos das small-cap devem acompanhar as acções das pequenas empresas, e os gestores de fundos “value” das large-cap devem comprar acções de grandes empresas. Se eles saírem desta estratégia, põe em risco o seu plano.

3.3 Houve uma troca de gestor

Sempre que o seu investimento tenha um novo gestor encarregado, deve seguir de perto a situação de forma a garantir duas coisas: primeiro, que o novo gestor esteja a adoptar o mesmo perfil de investimento e estratégia que o seu antecessor; segundo, que esse desempenho não sofra. Coloque o seu novo gestor à prova por um período de um ano (e nunca por mais de dois anos).


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