Os portugueses são obrigados a poupar e a investir em produtos complementares de reforma caso não queiram perder qualidade de vida após deixarem a vida ativa: até porque a esperança média de vida aumentou 15 anos em 45 anos. Em paralelo, desde 2010, foi atingido o ponto de inversão entre natalidade e mortalidade.

Estes 2 fatores demográficos conjugados provocam uma rápida degradação do rácio de dependência (reformados / ativos), tendo já passado de 20% em 1990 para 29% em 2014. Deverá atingir 57% em 2060, quando os jovens com 20 anos hoje atingirem a idade da reforma.
As gerações mais jovens terão, assim, cada vez mais dificuldades em aguentar o financiamento das pensões através do sistema de repartição, tendo em consideração que, em paralelo, a esperança de vida aos 65 anos aumenta com regularidade: desde 2000, homens e mulheres já ganharam 2 anos de esperança de vida aos 65 anos, e as projeções antecipam um ganho de 3 anos suplementares até 2060.

Em consequência, o valor médio das pensões de reforma pago pela Segurança Social vai continuar a descer durante as próximas décadas passando para os casos simulados pela Optimize, de cerca de 82% do valor do último salário líquido, em 2006, para apenas cerca de 56%, para um jovem que tenha hoje 25 anos que se reforme aos 66 anos.
Exemplificando, a Optimize simulou os valores previstos das pensões, em termos líquidos:
Perfil de 55 anos, com uma remuneração mensal atual de 2.500€: 67.9% do último salário - Perfil de 40 anos, com uma remuneração mensal de 1.750€: 60.4% do último salário - Perfil de 25 anos, com uma remuneração mensal de 1.200€: 56.2% do último salário.