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Os juros de Portugal podem fixar novos mínimos?

Artigo de Opinião de Diogo Teixeira, CEO da Optimize, no Jornal de Negócios.

Pergunta para um milhão de euros: Os juros de Portugal podem fixar novos mínimos?

Diogo Teixeira justifica a evolução dos juros com a melhoria de 'rating' para 'Investment grade' pela agência Standards & Poor's e o período de mercado favorável aos activos de risco.

Os juros da dívida portuguesa tocaram, na última semana, mínimos de Abril de 2015, abaixo da barreira dos 2%. Este comportamento permitiu ao país financiar-se num leilão de dívida a dez anos com o juro mais baixo de sempre, com os investidores a anteciparem novas melhorias de "rating". Mas até onde podem baixar as "yields" de Portugal?

"A descida repentina dos 'spreads' face à dívida alemã deve-se a dois factores simultâneos: a melhoria de 'rating' para 'Investment grade' pela agência Standards & Poor's e o período de mercado favorável aos activos de risco", justifica Diogo Teixeira. O administrador da Optimize lembra que, "em Março de 2015, a dívida portuguesa conseguia uma taxa ainda mais baixa, apenas 1,37%, cerca de 110 pontos base acima da taxa de referência alemã, de 0,28% na mesma data". Assim, "se aplicássemos este mesmo 'spread' à situação actual, poderíamos antecipar um valor mínimo potencial de 1,48%". Já com um referencial menos favorável, como a dívida espanhola, a taxa mínima potencial é desta vez de 1,72%.

Mas nem tudo se resume a uma aplicação aritmética. E, tal como lembra Diogo Teixeira, há outros factores a ter em conta, nomeadamente "por quanto tempo é que a taxa de referência alemã se poderá manter nos níveis actuais". "Neste contexto, apesar de acreditar que ainda existe espaço para os juros portugueses fixarem novos mínimos, é possível, ou mesmo provável, que esses mínimos só sejam válidos por um período relativamente curto", antecipa o especialista.

Deste modo, Diogo Teixeira não vê Portugal a financiar-se abaixo de 2% em 2020, uma vez que "investir num activo de risco que pretende remunerar o investidor apenas ao nível da inflação não parece ser um bom negócio". O administrador da Optimize alerta, assim, que "um investimento em dívida portuguesa, nos níveis actuais, deverá ser feito com precaução, preferencialmente numa perspectiva táctica e com uma eventual protecção face a uma subida da taxa de referência".

Artigo escrito por Patricia Abreu, Jornalista no Jornal de Negócios.

Links úteis:

Artigo publicado in 
Jornal de Negócios
 em 12 de Novembro de 2017
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