PPR captam mais de 2.400 milhões até Agosto | Optimize Investment Partners

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PPR captam mais de 2.400 milhões até Agosto

Os produtos de poupança para a reforma têm captado investimento. Fundos e seguros registam subscrições líquidas positivas, com os investidores a procurarem alternativas às taxas mínimas dos depósitos a prazo.

Os planos poupança-reforma (PPR) continuam a atrair a poupança dos portugueses. Apenas nos primeiros oito meses do ano, estes produtos de investimento captaram mais de 2.400 milhões de euros, com os investidores a serem atraídos pelas rendibilidades positivas, num momento em que os depósitos a prazo continuam sem pagar nada pelas poupanças.

À semelhança do que já aconteceu em 2018, os portugueses continuam a confiar as suas poupanças aos PPR, quer sob a forma de seguros, quer sob a forma de fundos. Os seguros acumulavam, no final de agosto, uma produção acumulada de 2.344,5 milhões de euros, enquanto os fundos PPR fecharam agosto com subscrições líquidas anuais de 66,2 milhões de euros, segundo dados divulgados pelas associações dos setores dos seguros e dos fundos, a APS e a APFIPP. Contabilizando o investimento nestes dois instrumentos, os PPR recolhem 2.410,7 milhões de euros, nos oito primeiros meses do ano.

Os PPR sob a forma de seguros continuam a recolher a maior parte do património investido nestes produtos para a reforma. Havia mais de 16 mil milhões de euros investidos em seguros PPR no final de 2018, após terem recebido contribuições de cerca de 3.500 milhões de euros, no ano passado. As entradas registadas até agosto representam dois terços do valor acumulado em 2018.

Apesar de as subscrições dos fundos serem residuais, face ao valor aplicado nos seguros, estes produtos registam um forte crescimento nos últimos anos. Gerem atualmente 2.333,1 milhões de euros, o que equivale a 19,4% do património aplicado em fundos de investimento, um montante apenas superado pelos fundos multiativos defensivos (2.542,5 milhões de euros).

O movimento de entrada nestes produtos ocorre num ambiente de taxas de juro praticamente nulas – remuneração dos novos depósitos a prazo está nos 0,12% –, que está a levar os investidores a procurar alternativas mais rentáveis, como os PPR. Os fundos PPR registam, em 2019, uma valorização média de 5,34%, enquanto os seguros PPR renderam, em 2018 [rendibilidades dos seguros são comunicadas anualmente], 1,25%, sendo que os melhores produtos renderam até 4%. Taxas atrativas num ambiente em que as perspetivas para a evolução das taxas de juro permanece bastante deprimido.

O Banco Central Europeu (BCE) anunciou este mês um corte da taxa dos depósitos a prazo para -0,5%, ao passo que a taxa de referência permaneceu inalterada em 0%. A autoridade monetária europeia adiantou ainda que espera que as taxas de juro permaneçam nestes níveis ou em níveis inferiores por um longo período, um cenário pouco favorável para a rentabilização das poupanças.

Banca empurra clientes para seguros e fundos

Além das rendibilidades positivas, os PPR têm contado também com a ajuda dos bancos. A aposta comercial destas entidades tem-se centrado na recomendação de fundos e seguros PPR, como uma alternativa aos depósitos a prazo. Nos sites dos bancos é possível identificar vários destaques para produtos de poupança para a reforma.

Entidades como a CGD, o BPI ou o Santander têm na sua página inicial do banco destaques para soluções de poupança para a reforma. A comercialização de produtos de investimento é uma fonte adicional de receitas para o setor, que está pressionado pelas taxas negativas no crédito.

Aposta segura

Ainda que a maioria dos produtos de investimento registe subscrições em 2019, é nos produtos mais conservadores que está a entrar mais dinheiro. Os certificados de poupança do Estado receberam cerca de 650 milhões de euros nos primeiros oito meses do ano, um movimento que superou as próprias estimativas do governo. No Orçamento para este ano, o Executivo antecipava um contributo negativo destes produtos de poupança no valor de 1.000 milhões de euros, uma estimativa que entretanto já foi revista por duas vezes. Na primeira revisão, o IGCP antecipava receber no acumulado do ano 400 milhões de euros através da venda de certificados, uma previsão que, entretanto, já atualizou para mil milhões de euros.

Mesmo sem renderem nada, os depósitos continuam a ser o principal canal de poupança dos portugueses. O bolo aplicado em depósitos registava, no final de julho, um crescimento de 4.744 milhões de euros, segundo os dados mais recentes divulgados pelo Banco de Portugal. O saldo investido em depósitos a prazo ascende a 149,2 mil milhões de euros. No entanto, uma fatia cada vez maior deste dinheiro está à ordem. As responsabilidades à vista totalizavam, em agosto, 60,7 mil milhões de euros, um novo recorde. Os depósitos com prazo até dois anos superavam os 69,2 mil milhões de euros.

Saiba mais:

Artigo publicado in 
Jornal de Notícias
 em 24 de Setembro de 2019
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