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Previsões Económicas não valem nada para o investidor ... mas não faz mal!

Artigo de Opinião de Diogo Teixeira, CEO da Optimize, no suplemento Dinheiro Vivo do Jornal de Notícias.

O Fundo Monetário Internacional publicou recentemente o seu “Outlook” económico para o mundo, melhorando as perspetivas sobre o crescimento global para 3.9% em 2018 e 2019. A notícia seria boa… se o FMI não fosse estruturalmente desacertado nas suas previsões! Segundo um estudo do Financial Times, o FMI previu, durante os últimos 27 anos, uma média de apenas 5 países em recessão para o ano seguinte, largamente abaixo do número real de 31 economias em decréscimo que se constatou. E se uma instituição tão prestigiada e com tantos recursos não consegue fornecer uma previsão mais acertada do nosso futuro económico, podemos legitimamente duvidar ainda mais das análises feitas pelas equipas de economistas de bancos e sociedades gestoras. Análises geralmente consensuais, alterando à margem os valores indicados… pelo FMI.

Mas será que o desempenho económico é mesmo um dado tão importante para o investidor? Intuitivamente espera-se de uma economia em crescimento um efeito benéfico para as empresas: mais negócios, mais receitas, mais lucros… e, portanto, ações em alta. Mas os dados estatísticos são teimosos e demonstram precisamente o contrário, ou seja, uma correlação negativa entre crescimento económico e crescimento das ações! A China é um bom exemplo disso: num país a crescer em média de 9.4% por ano entre 1991 e 2011, as ações tiveram uma performance negativa de -5.5%... O que é que explica esta relação estranha? Talvez o facto de uma grande parte desse crescimento ter sido produzido por novas empresas, que exploraram novas tecnologias, novos mercados, e beneficiaram aos seus fundadores, consumidores e aos trabalhadores e não tento aos atores “instalados”. Dito de outra forma, os principais beneficiários do crescimento da Amazon chamam-se Steve Bezos (o fundador), os seus gestores de topo, os restantes 566.000 empregados, os 100 milhões de clientes “prime” … e não tanto quem tem ações americanas, nomeadamente da Walmart, na sua carteira. Outro fator tem a ver com a relação de causa e efeito. Quando a crise económica é a consequência da queda dos mercados, existe um desfasamento significativo. A queda abrupta das ações não provoca uma descida imediata do PIB, e a necessária recuperação das cotações acontece precisamente ao mesmo tempo que a economia afunda...

O que é que isto significa para as nossas estratégias de investimento? Em primeiro lugar que não podemos suportar as nossas decisões de investimento, ou de desinvestimento, em notícias boas ou más sobre a economia… o que não é fácil quando, pelo menos a curto prazo, os mercados (sobre)reagem à mais pequena notícia económica! Em segundo lugar que quem quiser que os seus investimentos aproveitem do crescimento económico deve tomar opções mais “arrojadas” do que apenas seguir os índices, compostos, em parte, de empresas condenadas a perder a sua liderança face a novos players.

Artigo escrito por Diogo Teixeira, CEO da Optimize.

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Artigo publicado in 
Jornal de Notícias
 em 28 de Abril de 2018
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