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Querido Pai Natal, não te esqueças do meu PPR!

Artigo de Opinião de Diogo Teixeira, CEO da Optimize, no suplemento Dinheiro Vivo do Jornal de Notícias.

Querido Pai Natal, não te esqueças do meu PPR!

O período natalício, e mais ainda, o ano novo, são propícios para fazer um balanço de ano que passou e tomar boas resoluções para o futuro. Portugal vai fechar 2017 nos lugares de topo de vários rankings europeus: crescimento turístico, preços do imobiliário, redução do défice são alguns exemplos de destaque pela positiva. Demonstram que a crises são feitas para serem ultrapassadas, que depois da purga vem a bonança. Existe, contudo, um indicador que insiste em mostrar “o lado sombrio” das forças que atravessam a nossa economia: a taxa de poupança. Aqui também somos os melhores, partindo do fim!

Não é uma fatalidade, os hábitos são feitos para evoluir, e podemos começar por mostrar aos mais novos que existe uma virtude em poupar para o futuro: para pagar estudos, um primeiro automóvel, o sinal de uma casa… Estes “investimentos” têm de ser antecipados para não serem tão dolorosos! É verdade que um PPR não tem tantas cores e botões como os brinquedos que vão aparecer por magia junto à arvore de Natal… Mas não se parte, valoriza-se ao longo dos anos e oferece benefícios fiscais!

Quanto aos mais graúdos, podemos aproveitar esta prenda “impar” para explicar-lhes o funcionamento da economia, começando pelas consequências de uma poupança débil, como por exemplo de deixar o país na “mão” dos credores externos, que gostam que as dívidas sejam pagas e não apenas geridas… Numa altura em que a nossa “balança comercial” não para de se degradar, não podemos esquecer os anos difíceis que atravessamos, e, talvez mais grave ainda, deixar escapar as oportunidades de crescimento futuro do país! Enquanto os investidores estrangeiros perceberam o potencial económico de Portugal, preferimos comprar carros novos…

A principal lição desta 2ª Feira Negra tem a ver com a interligação que existe entre mercados cambiais, de taxas de juros e de ações. Não faz sentido deter ações valorizadas 20 vezes os resultados, ou seja, a “renderem” apenas 5%, quando as Obrigações do Tesouro pagam 10%! Mas o contrário também se aplica, hoje, num contexto de taxas próximas de 2% nos Estados-Unidos. A rentabilidade exigida das ações tem de ser lida à luz dos níveis de inflação e de taxas de juros.

Tenho esperança que a nossa geringonça se lembre de que para permitir aumentos de salários, a geração de riqueza é um requisito importante! Depois de um ano de 2017 essencialmente consagrado à reposição de “poder de compra”, está na hora de pensar na reposição de “poder de investimento”. Atrair capital estrangeiro era uma necessidade dos anos de crise, cabe agora aos portugueses tornarem-se donos do seu futuro, poupando e investindo para poderem colher os frutos do crescimento. Incentivos fiscais à poupança “produtiva” poderiam ajudar a mostrar o caminho certo. Para já existe o PPR, produto de poupança popular que voltou a beneficiar de dedução das entregas no IRS… Para quem tiver mais exigências, resta escrever uma linda carta ao Paí Natal “Costa”!

Artigo escrito por Diogo Teixeira, CEO da Optimize.

Links úteis:

Artigo publicado in 
Jornal de Notícias
 em 18 de Dezembro de 2017
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