To crash, or not to crash ? | Optimize

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To crash, or not to crash ?

Artigo de Opinião de Diogo Teixeira, CEO da Optimize, no suplemento Dinheiro Vivo do Jornal de Notícias.

To crash, or not to crash ?

Comemoramos 30 anos do pior dia na história bolsista dos Estados-Unidos, quando, a 19 de Outubro de 1987, o índice Dow Jones perdeu 22,6%... Em 1987, tal como hoje, as economias estão em franco crescimento, e os mercados de ações em níveis de múltiplos de resultados elevados. Vários comentadores aproveitaram este aniversário para identificar as fragilidades que poderiam levar as bolsas a uma correção substancial, procurando estabelecer paralelismos entre os dois períodos. Será que estamos condenados a sofrer uma correção comparável?

Em 1987, os Bancos Centrais ainda estão a aprender a lidar com uma economia mundial e sistemas financeiros cada vez mais interdependentes. Variações de grande amplitude nos câmbios, nas taxas de juros e tentativas de “controlo cambial” por parte dos membros do G7 interagem de forma negativa e provocam importantes fluxos e refluxos de capital entre os vários centros de investimento mundiais. Entre 1985 e 1987, o Dólar americano perde metade do seu valor face ao Marco Alemão, e as taxas a 10 anos das obrigações do Tesouro americano sobem de 7% para 10% nos primeiros nove meses de 1987.

Neste contexto macroeconómico extremamente volátil, os bancos de investimento também estão em “fase de testes”. Começaram a utilizar novos produtos de “proteção”, derivados, e novas ferramentas trading “automático”, suscetíveis de despejar ordens de venda em grandes quantidades se certos limites de preço forem atingidos. Foi precisamente o que aconteceu, sem que estejam previstos os mecanismos de mercado necessários para evitar movimentos exagerados.

A principal lição desta 2ª Feira Negra tem a ver com a interligação que existe entre mercados cambiais, de taxas de juros e de ações. Não faz sentido deter ações valorizadas 20 vezes os resultados, ou seja, a “renderem” apenas 5%, quando as Obrigações do Tesouro pagam 10%! Mas o contrário também se aplica, hoje, num contexto de taxas próximas de 2% nos Estados-Unidos. A rentabilidade exigida das ações tem de ser lida à luz dos níveis de inflação e de taxas de juros.

A segunda lição, ainda mais importante, tem a ver com a capacidade de resiliência dos mercados, em particular nos Estados-Unidos. No início de 1989, menos de dois anos depois deste crash histórico, o índice Dow Jones já tinha superado o seu máximo de 2722 pontos de 1987. Trinta anos mais tarde, nos 23290 pontos, o índice Dow Jones consegue uma performance anualizada de 7.4%, ao qual devemos ainda juntar a contribuição de perto de 3% de dividendos pagos, para um total de 10.2% por ano.

Assim sendo, qualquer que seja a correção que um dia virá nos mercados, podemos ter duas certezas: será provavelmente a consequência de mecanismos totalmente diferentes daqueles que provocaram a 2ª Feira Negra e, mesmo assim, um investimento diversificado em ações continua de ser uma das melhores opções de alocação de longo prazo!

Artigo escrito por Diogo Teixeira, CEO da Optimize.

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Artigo publicado in 
Jornal de Notícias
 em 22 de Outubro de 2017
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